Bolsonaro afirma que o povo tem que ter bom atendimento de saúde

Nesta quinta-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro defendeu o decreto que autorizava a realização dos estudos que guiaram a participação das entidades privadas na construção, gestão e operação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). 

Segundo o chefe do Executivo, o decreto que foi publicado e revogado no mesmo dia, não estava relacionado a privatização do Sistema único de Saúde. Ele conversou sobre  o assunto com seus apoiadores na noite de ontem e acrescentou que em caso de entendimento, o decreto deverá ser reeditado. 

O chefe do Executivo afirmou que “Não existe privatização do SUS. Fizemos o ano passado no tocante a creches. As UBS e Upas são mais de 4 mil que estão inacabadas. E não tem dinheiro. Em vez de deixar de deteriorar, gostaríamos de oferecer à iniciativa privada. Qualquer atendimento ali feito pela iniciativa privada seria ressarcido pela União. O pessoal falou que era privatizar, eu revoguei o decreto. Deixa. Quando tiver o entendimento do que a gente de verdade quer fazer, talvez eu reedite o decreto”.

Jair Bolsonaro reclamou sobre as críticas que recebeu ao longo do dia dos setores políticos e de entidades da sociedade civil. De acordo com ele, “estava sendo visto como um monstro”, perante a opinião pública. O presidente justificou também que “possui um bom atendimento médico e que a população também deveria ter”.

“Vamos ter mais de 4 mil unidades abandonadas jogadas no lixo sem atender uma pessoa sequer. Então lamentavelmente o pessoal da esquerda critica, essa imprensa critica, e eu estava virando um monstro. Então eu revoguei o decreto, sem problema nenhum. Eu tenho um bom atendimento médico, agora o povo tem que ter também. Como a gente pode conseguir um bom atendimento? Agindo dessa maneira. Não tem outra maneira”, afirmou.

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