Fim de monopólio dos Correios em pauta no Ministério das Comunicações

Com a greve dos Correios em meio a explosão do mercado de compras on-line, uma antiga discussão sobre a privatização da estatal voltou ao foco. Defendida como uma das principais bandeiras da equipe econômica do governo Bolsonaro, a privatização deve ocorrer apenas em 2022, como afirmou esta semana Floriano Peixoto, presidente dos Correios. 

O projeto de lei para privatização da estatal será enviado para assinatura do ministro das Comunicações, Fábio Farias, ainda hoje (13). De acordo com Diogo Mac Cord, secretário de Desestatização, Desenvolvimento e Mercados do Ministério da Economia, o projeto está pronto e deverá ser enviado para as próximas instâncias em breve. Um dos principais argumento para privatização é a afirmação que a empresa funcione com recursos públicos e detenha qualquer monopólio no século 21. 

Segundo informações publicadas no Diário Oficial da União em junho, referentes a 2019, a reserva de mercado é garantida por lei aos Correios, para o serviço de entrega de cartas. Essa atividade é responsável por cerca de 34,6% do faturamento bruto da estatal, o que representa um valor de R$ 6,6 bilhões no ano passado. 

O serviço ainda é utilizado por diversas empresas para o envio de documentos e boletos de pagamento. Vale ressaltar que de acordo com o último levantamento do IBGE, um em cada quatro brasileiros não possuem acesso à internet e por isso, não utilizam ferramentas de pagamentos on-line. 

Já as entregas de encomendas não possuem reserva de mercado e representa o carro-chefe da companhia. Atualmente os Correios conta com mais de 99 mil empregados e uma dívida acumulada de R$ 2,4 bilhões. 

 

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