Economia estuda restringir seguro-desemprego para financiar Renda Brasil

O setor econômico do governo Jair Bolsonaro está estudando a possibilidade de realizar mudanças no seguro desemprego, como uma maneira de poupar recursos e assim conseguir viabilizar o Renda Brasil, seu novo programa social. A informação foi divulgada pelo secretário Especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. 

De acordo com o estudo de Rodrigues, existem duas possibilidades: o aumento da carência e com isso o tempo mínimo de serviço para que o trabalhador tenha direito ao benefício; e a redução do número de parcelas à serem pagas. 

Segundo as regras atuais, o primeiro pedido deverá ser feito após 12 meses de trabalho e o seguro será pago entre três e cinco parcelas. Atualmente, o Brasil apresenta uma taxa de desemprego que atinge 13,3%, o que representa 12,8 milhões de pessoas, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a maior taxa de desemprego desde o trimestre terminado em maio de 2017.  

Em entrevista ao portal G1, Waldery Rodrigues declarou, “estamos olhando a carência ou o número de parcelas. São itens mais importantes e adequados para a análise. […] Se estender [a carência] para 15 meses, 20 meses, 24 meses, a despesa com seguro-desemprego também é reduzida”. Com o aumento do prazo para a solicitação do seguro-desemprego o acesso ao benefício se torna mais difícil, o que reduz o total de gastos com o benefício. 

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *