Vacina russa de combate ao Covid-19 pode ser fabricada no país

De acordo com o vice-diretor do Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, Denis Logunov, mais de 20 países demonstraram interesse em obter a Sputnik V, entre eles o Brasil. Logunov que é um dos integrantes do grupo de desenvolvimento da vacina russa contra a Covid, ressaltou que o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI), observou o interesse do mundo pela vacina e com isso, planeja realizar uma fase independente de testes clínicos do insumo, em diferentes países, entre eles a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Brasil e Filipinas. Bem como, o início da produção em massa da vacina em vários países em parceria com fundos soberanos locais, na Índia, Coreia do Sul e Brasil. 

De acordo com o governo russo, os primeiros testes pré-clínicos e clínicos, já atestam de maneira positiva a eficácia nos voluntários, mesmo com os questionamentos de especialistas em todo mundo, sobre o fato dos dados do medicamento ainda não terem sido entregues a Organização Mundial da Saúde. “Em princípio, a prática é a seguinte: inicialmente apresentamos os resultados aos especialistas do Ministério da Saúde da Rússia. O objetivo era conseguir uma vacina segura e  eficiente o mais rápido possível, e isso foi feito. Depois, traduzir os dados para a língua inglesa e escrever os artigos científicos. Por um lado, tal sistema não distrai os cientistas da tarefa que têm em mãos e, ao mesmo tempo, também não causa pressão nos especialistas que analisam os dados por nós obtidos. A decisão de publicar os dados só depois de sua verificação pelo Ministério da Saúde permite fazer uma perícia imparcial. Por isso, agora que registramos o medicamento, nos próximos dias será entregue um artigo em língua inglesa a uma conceituada revista internacional, ele passará pela avaliação dos especialistas, redatores e revisores”, afirmou Logunov.

 

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