Furar teto de gastos poderia levar a impeachment de Bolsonaro

Na última terça-feira (11), o ministro da Economia, Paulo Guedes declarou que se o presidente Jair Bolsonaro seguir os “conselheiros” que defendem furar o teto de gastos, pode parar na “zona sombria” do impeachment. 

As declarações de Guedes sobre o assunto aconteceram durante entrevista, em que o ministro admitiu haver uma debandada na equipe econômica e após uma reunião com Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados e o líder do PP na Casa, o deputado Arthur Lira (AL).  

Ao longo das últimas semanas, rumores que defendem a flexibilização do teto de gastos ganharam força. Com isso, seria mais fácil acomodar um aumento dos investimentos públicos, incluindo entre eles o Renda Brasil, programa social o qual o governo quer substituir o Bolsa Família. Com a prorrogação do estado de calamidade no país, o governo estaria desobrigado a cumprir o teto de gastos públicos também em 2021. 

“Não haverá nenhum apoio do Ministério da Economia a ministros fura-teto. Se tiver ministro fura-teto, eu vou brigar com o ministro fura-teto”, declarou. Paulo Guedes que é defensor de reformas e ajustes fiscais, anunciou mais duas baixas em seu setor: Salim Mattar (Desestatização e Privatização) e Paulo Uebel (Desburocratização, Gestão e Governo Digital). 

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