Corte previsto para Educação pode paralisar universidades federais

Para o próximo ano, o Ministério da Educação (MEC), prevê uma redução de R$ 4,2 bilhões no orçamento da pasta. Do total, cerca de R$ 1,4 bilhão atingiriam diretamente as universidades e institutos federais, o que de acordo com os reitores das instituições pode inviabilizar as atividades nos centros acadêmicos. 

Devido às medidas de proteção e segurança, a retomada do ensino presencial durante a pandemia de Covid-19, agrava ainda mais a situação. Os reitores das universidades preveem mais custos  com a compra de EPI’s, reforço nas equipes de limpeza, além de adaptação nas salas de aula e nos sistemas de ventilação. 

Na última segunda-feira (10), o Ministério da Educação afirmou  que do valor de R$ 4,2 bilhões que podem sair do orçamento no próximo ano, R$ 1 bilhão deixará os caixas das universidades e R$ 434,3 mil, dos institutos federais. A pasta ainda não informou quais as outras áreas e programas educacionais serão afetados pelos outros R$ 2,75 bilhões do total de R$ 4,2 bilhões que deixariam o orçamento. 

Os cortes nas despesas ocorrerão nos gastos discricionários, aqueles que não são obrigatórios e podem por lei, ser remanejados. Entre estas despesas estão: água, luz, contratação de terceirizados, obras e reformas, realização de pesquisas, comprar de equipamentos e até mesmo assistência estudantil. Salários dos funcionários e aposentadorias, não seriam afetados, já que fazem parte das despesas obrigatórias do orçamento das universidades.

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