Lei de quarentena não é para atingir Moro

Na noite da segunda-feira (3), o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Casa, negou que a proposta que estabelece uma quarentena para ex-juízes que desejam disputar eleições, tenha como objetivo atingir o ex-ministro, Sérgio Moro. 

Durante a semana passada, Maia se uniu a Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para defender que magistrados e procuradores sejam inelegíveis por oito anos. 

Esta semana, o deputado afirmou ser legítimo que o ex-juiz queira concorrer às eleições presidenciais de 2022. Ele negou que qualquer proposta de quarentena seja barrar uma possível candidatura de Moro. “Claro que não é para atingir o ex-ministro Moro. Eu acho que nem os deputados, nem os senadores nem o Supremo encaminharam uma tese de fazer uma lei para proibir uma pessoa de disputar uma eleição. Ficaria muito ruim para a democracia brasileira”, declarou durante o programa Roda Vida.

Ao ser questionado sobre os cerca de 50 processos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro em análise da Câmara, Maia declarou: “O presidente Bolsonaro sabe que desses [pedidos] que estão colocados eu não vejo nenhum tipo de crime atribuído ao presidente, de forma nenhuma deferiria nenhum desses.” 

Rodrigo Maia justificou sua decisão de não engavetar os pedidos como uma maneira de evitar uma guerra política no plenário da Câmara que desviasse as atenções das votações de pautas relacionadas ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.  “Eu arquivo, vira um recurso ao plenário, e o recurso tem que ser votado no plenário. Então chegando a 100 mil mortes, nós estaríamos discutindo no plenário da Câmara o recurso ao meu indeferimento, em vez de estar discutindo como é que nós vamos continuar enfrentando a crise do coronavírus.” 

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