Centrão em busca de cargos na Saúde

Em busca de mais apoio político para barrar um possível processo de impeachment no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro continua a entregar cargos aos partidos do Centrão. Após receberem o comando em postos de chefia no Ministério da Educação e em órgãos responsáveis por obras públicas, os partidos que compõem essa ala política, como o PP e o PL, agora negociam espaços estratégicos no Ministério da Saúde. 

Entre os nomes cotados está o médico Marcelo Campos Oliveira, que aparece como um consenso entre o PP e o PL para assumir o controle da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes), setor responsável por gerenciar verbas milionárias para bancar leitos em hospitais. Desde o início da pandemia do coronavírus, o órgão liberou R$ 911, 4 milhões para custear 6.344 quartos destinados exclusivamente a pacientes com covid-19. 

Outro setor que é foco do PL, é a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). Porém, o cargo poderá ser entregue a militares, que após o general Eduardo Pazuello ter assumido como ministro interino, vem ganhando cada vez mais espaço na gestão federal. A disputa SVS está livre, já que ontem foi publicada a exoneração do então titular, o epidemiologista Wanderson de Oliveira  , um dos técnicos que atuavam na elaboração de estratégias para o combate a covid-19. 

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