Bolsonaro remete fraude do “coronavoucher” à garotada

Através de matéria publicada na última segunda-feira (11), o jornal Correio Braziliense denunciou que 189.695 militares da ativa, da reserva, reformados, pensionistas e anistiados receberam o auxílio emergencial destinado a trabalhadores informais e microempreendedores. No total, R$ 113,8 milhões foram pagos de forma indevida. De acordo com o Ministério da Cidadania, os militares que receberam o auxílio teriam que devolver os recursos. 

Nesta quarta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os militares que receberam o auxílio emergencial, representam uma pequena parcela de jovens praças, que prestam serviço militar obrigatório. “Não fala militares, não. Mais ou menos 2%, 3% da garotada que presta serviço militar obrigatório. São pessoas oriundas das classes mais humildes. São os mais pobres. Estão servindo ao Exército no corrente ano, Marinha e Aeronáutica. E alguns se inscreveram (para receber o auxílio). Como no passado era filho de pobre, sem renda, acabaram recebendo”, afirmou o chefe do Executivo ao ser questionado. 

A ação é irregular, já que o auxílio emergencial é destinado para trabalhadores autônomos, informais e microempreendedores, além de pessoas que não estão conseguindo gerar renda durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo o chefe do Executivo, os militares estão sendo identificados, serão obrigados a devolver o dinheiro e a cumprir punição disciplinar. “No nosso meio, fez besteira, paga”, declarou o presidente. 

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *