Quem é Carlos Lupi?

Atual presidente do PDT nacional, Carlos Lupi deu entrada na noite desta quarta-feira (22), no pedido de impeachment conta do presidente Jair Bolsonaro. Porém, os antecedentes do político não estão nem próximo da lista das boas ações. 

Lupi foi ministro do Trabalho durante o governo Lula e permaneceu no cargo no governo Dilma Rousseff. Após recomendação da Comissão de ética da Presidência da República ele foi demitido do cargo. Na época, Dilma chegou a pedir esclarecimentos, porém por fim, decidiu demitir o então ministro. 

Em 2011, após reportagem publicada pela Revista Veja, o então ministro do Trabalho, Carlos Lupi teve seu esquema de extorsão revelado. Inúmeros diretores de ONG s, parlamentares e servidores públicos, denunciaram o esquema. A proposta de fraude usava o Ministério para contratação das entidades, com o objetivo de dar cursos de capacitação profissional, porém depois de um tempo, os assessores exigiam propina de 5% a 15% para solucionar “pendências” que eles mesmos criavam. 

Após essa denúncia, Carlos Lupi foi pego cometendo irregularidades novamente. Ele foi pego usando um avião alugado por Adair Meira, presidente de uma ONG, que também fazia parte do esquema de corrupção. Na época, as entidades de Meira tinham contratos milionários com o ministério. 

Já em 2018, Carlos Lupi foi investigado por crime de peculato, quando ocorre o desvio de verba pública em benefício próprio. Outras acusações que pesaram sobre ele foi lavagem de dinheiro e improbidade. Na época ele rebateu as denúncias, afirmando “ser ficha limpa” e que nunca havia respondido a processo criminal ou a investigação por corrupção. “ “Em mais de 30 anos de vida pública, jamais respondi a nenhum processo criminal e/ou fui investigado por corrupção. Tenho ficha limpa e os certificados abaixo, expedidos em maio deste ano (2018), provam isso”, publicou em sua conta do Facebook na época. 

Grande figura do partido e personagem constante da política nacional, Ciro Gomes, um dos candidatos à eleição em 2018, se declarou “surpreendido” com as investigações contra Lupi. “Réu ele não é, réu com certeza ele não é”, declarou o então candidato. 

Porém, além de ter sido réu por improbidade administrativa, Carlos Lupi foi investigado em inquérito que apurou crimes de peculato, lavagem de dinheiro e caixa 2 eleitoral, já que de acordo com a investigação, ele vendeu apoio político para campanha eleitoral de Dilma Rousseff, em 2014. Lupi ainda foi citado na delação de Carlos Miranda, sendo apontado como operador do esquema financeiro chefiado por Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro. 

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