Governadores manterão medidas de isolamento social

Na última quarta-feira (25), os governadores de 26 estados estiveram reunidos através de videoconferência, para debater sobre as ações emergenciais para evitar a disseminação do novo coronavírus no país. Entre os pedidos estão medidas como suspensão do pagamento de dívidas e empréstimos com a União e bancos públicos federais, além da aprovação imediata do Projeto de Lei Complementar 149/2019, chamado de Plano Mansueto. Através da aprovação da nova lei, será possível implementar um novo programa de auxílio financeiro que beneficiará estados e municípios. 

A reunião dos governadores ocorreu após os encontros dos gestores em grupos separados por região, com o presidente Jair Bolsonaro e seus ministros. Os encontros ocorreram nos últimos três dias, através de videoconferência. Apenas o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha não esteve presente no encontro de ontem. 

Os gestores estaduais reivindicam mais recursos do governo federal para compra de equipamentos e insumos necessários para a preparação de leitos hospitalares. Segundo o governador de Rondônia, Marcos Rocha “precisamos de uma estrutura adequada, temos poucos leitos de UTI [unidades de Terapia Intensiva]. A gente precisa de mais teste para o coronavírus.” No último dia 23 de março, o governo federal já havia anunciado a suspensão do pagamento das parcelas das dívidas e o auxílio financeiro para equilibrar a baixa arrecadação dos estados. 

O governador de São Paulo João Doria afirmou que uma carta com as principais sugestões dos gestores estaduais será enviada ao presidente da República e ministros. “Todos os governadores fizeram intervenções, ajudaram e contribuíram com a elaboração da carta dos governadores, que será distribuída em breve, e encaminhada ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e aos seus ministros da Fazenda [Economia] e da Saúde. O objetivo dos governadores é defender o Brasil e proteger os brasileiros em cada um dos seus estados, no plano da saúde, das suas vidas e no plano econômico”, declarou. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia também participou da videoconferência e sugeriu aos governadores que priorizassem as medidas emergenciais que possam assegurar o funcionamento dos estados e evitar o desemprego da população. 

Sobre as medidas de isolamento social, os governadores afirmaram que continuaram adotando as regras baseadas nas recomendações técnicas da Organização Mundial da Saúde (OMS). O governador de Pernambuco, Paulo Câmara declarou que “Pernambuco teve ontem o seu primeiro óbito por coronavírus, e isso só nos faz reforçar todo o entendimento que tem colocado em prática desde o início dessa pandemia no Brasil. As restrições que têm sido feitas estão no caminho correto, em virtude de que os estados têm que se preparar”.

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