Trump e suas políticas internacionais

Assim como as decisões que tomou internamente, a política externa adotada por Donald Trump para os Estados Unidos foi alvo de inúmeras críticas. Uma de suas primeiras ações após assumir a presidência foi retirar os Estados Unidos do Tratado do Pacífico, um acordo de livre comércio formalizado em 2012, entre os 12 países banhados pelo Oceano Pacífico e que envolve uma série de questões políticas e econômicas. Além disso, ele anunciou que irá retirar os Estados Unidos da Unesco até o fim de 2020. 

Sem sombra de dúvidas a política externa que mais gerou debate em sua gestão, diz respeito à construção de um muro na fronteira dos EUA com o México. Essa medida é alvo constante de debate entre os Deputados e o Presidente, já que o Congresso americano não autorizou o financiamento desta obra.

 Outra atitude de Trump que não pegou nada bem para o país, foi o anúncio da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, um compromisso que tem como principal objetivo frear o aquecimento global. A concretização desta decisão poderá ocorrer ainda este ano, porém Donald Trump já afirmou publicamente sua intenção de romper o tratado. 

Não é de hoje que a relação com a Rússia causa preocupação. Há um bom tempo que os dois países apresentam posições contrárias em suas ações de política internacional. Além disso, a possível interferência de Putin na campanha eleitoral americana em 2016, não foi vista com bons olhos pelo resto do mundo. Os principais órgão de inteligência americanos, CIA  e FBI descobriram através de investigações que eleitores democratas indecisos receberam um verdadeiro bombardeio de “fake news” sobre a candidata Hillary Clinton, o que influenciou na decisão de muitos escolherem Donald Trump na hora da votação. 

Em julho de 2018, o FBI acusou formalmente 12 agente russos de ciberataque, durante o período da campanha presidencial americana. Diante das acusações, os dois presidentes se encontraram em uma reunião bilateral na Finlândia e ao contrário do que todo mundo esperava, o presidente dos EUA saiu em defesa de Vladimir Putin, ao declarar que o mesmo não teria nenhuma responsabilidade sobre a possível ingerência dos russos na campanha americana. Após essas afirmações, que contradiziam as investigações da inteligência americana, os próprios aliados do republicano foram críticos ao presidente devido a falta de apoio às investigações. 

Outra grande mudança de posicionamento dos EUA, ocorreu com a ilha de Cuba, que após um longo período de conflitos entre os presidentes dos dois países, finalmente Barack Obama havia encontrado uma forma de reaproximação com o governo da ilha. Porém, Donald Trump está reavaliando essa política o que na prática significou a retirada de grande parte dos diplomatas que prestam serviço no país. Além disso, as restrições às viagens para ilha de Cuba voltaram a ser ampliadas e as relações de acordos com as entidades militares daquele país foram proibidas. 

Uma das promessas feitas por Trump durante a campanha eleitoral, era o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel. Em dezembro de 2017, ele cumpriu seu compromisso, o que desencadeou uma série de protestos na comunidade internacional. Em maio de 2018, Benjamín Netanyahu, presidente de Israel e principal aliado de Trump no Oriente Médio, fez acusações contra o Irã sobre a continuidade do programa nuclear. Com isso, no mesmo mês, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos não iria manter o Pacto Nuclear com o Irã, além de voltar a levantar as sanções econômicas com o país. 

Um dos grandes entraves da gestão de Donald Trump é o seu relacionamento com a União Europeia, já que os países que compõem o bloco agem como um único organismo em negociações com países estrangeiros. Assim, os acordos bilaterais que são a preferência de Trump não podem ser realizados. Durante uma entrevista em julho de 2018, o presidente dos EUA afirmou que via a União EUropeia como um inimigo comercial. 

Mesmo com o posicionamento de Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu sobre o relacionamento cordial entre o bloco europeu e os EUA, Trump não amenizou as críticas. Quando foi a Inglaterra em julho de 2017, ele não poupou críticas a primeira ministra britânica Theresa May pela posição dela em favorecer um acordo com a União Europeia. 

Durante todo mandato de Donald Trump recebeu aproximadamente 20 mandatários nos EUA, entre eles o presidente chinês Xi Jinping. Além disso, ele realizou visitas a países aliados e a entidades, como o Papa Francisco.

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