Parlamentares da CPI das fake news mantêm grupos de notícias falsas no WhatsApp

Os deputados federais Filipe Barros (PSL-PR) e coronel Tadeu (PSL-SP) aparecem como administradores de grupos do WhatsApp em que ataques contra integrantes do Congresso Nacional e o STF, além de fake news são compartilhadas. 

Filipe Barros é integrante da CPI mista das fake news no Congresso. Já coronel Tadeu estava na mesma comissão até o fim do ano passado. Ele ganhou destaque nacional ao quebrar uma placa com uma charge sobre violência policial. O ato gerou revolta entre deputados da oposição. 

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, os alvos constantes destes grupos são o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Os dois deputados alegaram que não são criadores dos grupos e afirmando que não tem controle de quando são incluídos como administradores em algum grupo. 

Além das fake news e dos ataques, as mensagens compartilhadas tem conteúdo de defesa e elogios a integrantes do governo federal. Entre os conteúdos compartilhados está a campanha para coleta de assinaturas para criação do Aliança pelo Brasil, novo partido de Jair Bolsonaro. O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), lideranças do PT e ex-apoiadores de Bolsonaro também estão na lista de assuntos dos grupos.

Segundo advogados especialistas em direito digital, administradores dos grupos do WhatsApp que não agem de forma a coibir o compartilhamento de fake news  e os ataques a pessoas e instituições podem sofrer punições civis e criminais. Outro detalhe que chama a atenção nos grupos administrados pelos deputados é a quantidade de números estrangeiros de celular. Assim há dificuldade para localizar e  identificar os responsáveis pela disseminação do conteúdo falso e dos ataques. 

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