Governo adia envio da reforma Administrativa ao Congresso

Sem sinais de interesse por parte dos parlamentares do Congresso, o governo decidiu recuar da ideia de enviar ao parlamento a reforma administrativa. Os deputados e senadores estão tentando evitar um tema impopular após o desgaste com a reforma da Previdência. Além disso, a recente polêmica que envolveu o nome do ministro da Economia, Paulo Guedes em declarações sobre os funcionários públicos, pode adiar ainda mais o envio da proposta. 

Outro ponto que influencia na decisão do Congresso são as eleições municipais. Os parlamentares alegam que este não é um bom momento para modificar as regras do serviço público, principalmente quanto ao fim da estabilidade. De acordo com o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), ainda é muito cedo para debater os próximos passos da reforma administrativa. “Eu não daria o caso como encerrado. Nesta semana, não tem clima. Mas daqui a uma ou duas semanas… Eu não apostaria na desistência”. Ele ainda afirmou que houve um ajuste no timing político, que gerou um novo adiamento no envio do texto. 

Já o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) negou a possibilidade de adiamento do envio da reforma. De acordo com ele, a equipe econômica propôs que as diretrizes fossem incluídas em uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que já está em andamento no Congresso, como forma de acelerar os trâmites. Porém, a ideia terminou sendo descartada. 

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