Deputado afirma que campanha “Não é Não” tira o “direito da mulher poder ser assediada”

Jessé Lopes (PSL-SC) se pronunciou em suas redes sociais pedindo as mulheres para não aderirem a campanha contra o assédio no carnaval. De acordo com o deputado, a iniciativa de movimento feminista, de distribuição das tatuagens que dizem “Não é Não” pretende “tirar o direito da mulher poder ser assediada”. O parlamentar ainda chamou o movimento de “extremista”.

Para Lopes “toda mulher sabe lidar com assédio”. Sem contar que, na opinião do mesmo, homens e mulheres gostam de ser “assediados”. “Massageia o ego, mesmo que não se tenha interesse na pessoa que tomou a atitude.”

O deputado ainda pediu as foliãs de Santa Catarina para não aderirem ao movimento. Em sua declaração, ele afirmou: “Após as mulheres já terem conquistado todos os direitos necessários, inclusive tendo até, mais direitos que os homens, hoje as pautas feministas visam em seus atos mais extremistas tirar direitos. Como, por exemplo, essa em questão, o direito da mulher poder ‘ser assediada’ (ser paquerada, procurada, elogiada…). Parece até inveja, de mulheres frustradas por não serem assediadas nem em frente a uma construção civil.” 

O crime de importunação sexual é previsto desde 2018, no artigo 215-A. A pena para a prática de ato libidinoso, como beijo forçado, é de um a cinco anos de prisão. 

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