Para Maia menção ao AI-5 gera insegurança

Durante seu discurso no seminário “Política, Democracia e Justiça”, realizado nesta terça-feira (26), na Câmara dos Deputados, o presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) fez críticas às declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que haveria defesa do AI-5 em caso de radicalização dos protestos de rua no país. 

Maia declarou que o uso recorrente da palavra pode levar à insegurança sobre o intuito do governo, declarando que não há mais possibilidade para usar o termo AI-5, como se fosse “bom dia, boa tarde, oi cara”. “Tem que tomar cuidado, porque se está usando um argumento que não faz sentido do ponto de vista do discurso, e, como não faz sentido, acaba gerando insegurança em todos nós sobre qual é o intuito por trás da utilização de forma recorrente dessa palavra”, afirmou o presidente da Câmara. 

Ainda de acordo com Maia, essa insegurança pode levar a prejudicar a confiança dos investidores no país. Para ele, o investidor não se sentirá confortável para injetar dinheiro no Brasil, por muito tempo que se usa o termo AI-5 de maneira equivocada. 

O que foi o AI-5? – O Ato Institucional nº 5 (AI-5), foi um decreto emitido pela Ditadura Militar, em 1968, que iniciou o período mais rígido do regime, censurando os meios de comunicação, fechando o Congresso Nacional e  renovando os poderes conferidos ao presidente para cassar mandatos e suspender direitos políticos.

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *